domingo, 28 de outubro de 2012

Pierre Bourdieu, o investigador da desigualdade


O sociólogo francês detectou mecanismos de conservação e reprodução em todas as áreas da atividade humana, entre elas, o sistema educacional

Revista Nova Escola - Especial Grandes Pensadores – Outubro 2008
Texto disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/historia/fundamentos/pierre-bourdieu-428147.shtml
Márcio Ferrari


    Pierre Bourdieu

Embora a maioria dos grandes pensadores da educação tenha desenvolvido suas teorias com base numa visão crítica da escola, somente na segunda metade do século 20 surgiram questionamentos bem fundamentados sobre a neutralidade da instituição. Até ali a instrução era vista como um meio de elevação cultural mais ou menos à parte das tensões sociais. O francês Pierre Bourdieu (1930-2002) empreendeu uma investigação sociológica do conhecimento que detectou um jogo de dominação e reprodução de valores.
Suas pesquisas exerceram forte influência nos ambientes pedagógicos nas décadas de 1970 e 1980. "Desde então, as teorias de reprodução foram criticadas por exagerar a visão pessimista sobre a escola", diz Cláudio Martins Nogueira, professor da Universidade Federal de Minas Gerais. "Vários autores passaram a mostrar que nem sempre as desigualdades sociais se reproduzem completamente na sala de aula." Na essência, contudo, as conclusões de Bourdieu não foram contestadas.
Na mesma época em que as restrições a sua obra acadêmica se tornaram mais frequentes, a figura pública do sociólogo ganhou notoriedade pelas críticas à mídia, aos governos de esquerda da Europa e à globalização. Ele costuma ser incluído na tradição francesa do intelectual público e combativo, a exemplo do escritor Émile Zola (1840-1902) e do filósofo Jean Paul Sartre (1905-1980).

Valores incorporados

O livro A Reprodução (1970), escrito em parceria com Jean-Claude Passeron, analisou o funcionamento do sistema escolar francês e concluiu que, em vez de ter uma função transformadora, ele reproduz e reforça as desigualdades sociais. Quando a criança começa sua aprendizagem formal, segundo os autores, é recebida num ambiente marcado pelo caráter de classe, desde a organização pedagógica até o modo como prepara o futuro dos alunos.
Para construir sua teoria, Bourdieu criou uma série de conceitos, como habitus e capital cultural. Todos partem de uma tentativa de superação da dicotomia entre subjetivismo e objetivismo. "Ele acreditava que qualquer uma dessas tendências, tomada isoladamente, conduz a uma interpretação restrita ou mesmo equivocada da realidade social", explica Nogueira. A noção de habitus procura evitar esse risco. Ela se refere à incorporação de uma determinada estrutura social pelos indivíduos, influindo em seu modo de sentir, pensar e agir, de tal forma que se inclinam a confirmá-la e reproduzi-la, mesmo que nem sempre de modo consciente. 
Um exemplo disso: a dominação masculina, segundo o sociólogo, se mantém não só pela preservação de mecanismos sociais mas pela absorção involuntária, por parte das mulheres, de um discurso conciliador. Na formação do habitus, a produção simbólica - resultado das elaborações em áreas como arte, ciência, religião e moral - constitui o vetor principal, porque recria as desigualdades de modo indireto, escamoteando hierarquias e constrangimentos.
Assim, estruturas sociais e agentes individuais se alimentam continuamente numa engrenagem de caráter conservador. É o caso da maneira como cada um lida com a linguagem. Tudo que a envolve - correção gramatical, sotaque, habilidade no uso de palavras e construções etc. - está fortemente relacionado à posição social de quem fala e à função de ratificar a ordem estabelecida. Para Bourdieu, todas essas ferramentas de poder são essencialmente arbitrárias, mas isso não costuma ser percebido. "É necessário que os dominados as percebam como legítimas, justas e dignas de serem utilizadas", afirma Nogueira.

Capital cultural

Outro conceito utilizado por Bourdieu é o de campo, para designar nichos da atividade humana nos quais se desenrolam lutas pela detenção do poder simbólico, que produz e confirma significados Esses conflitos consagram valores que se tornam aceitáveis pelo senso comum. No campo da arte, a luta simbólica decide o que é erudito ou popular, de bom ou de mau gosto. Dos elementos vitoriosos, formam-se o habitus e o código de aceitação social. 
Os indivíduos, por sua vez, se posicionam nos campos de acordo com o capital acumulado - que pode ser social, cultural, econômico e simbólico. O capital social, por exemplo, corresponde à rede de relações interpessoais que cada um constrói, com os benefícios ou malefícios que ela pode gerar na competição entre os grupos humanos. Já na educação se acumula sobretudo capital cultural, na forma de conhecimentos apreendidos, livros, diplomas etc.
Com os instrumentos teóricos que criou, Bourdieu afastou de suas análises a ênfase central nos fatores econômicos - que caracteriza o marxismo - e introduziu, para se referir ao controle de um estrato social sobre outro, o conceito de violência simbólica, legitimadora da dominação e posta em prática por meio de estilos de vida. Isso explicaria por que é tão difícil alterar certos padrões sociais: o poder exercido em campos como a linguagem é mais eficiente e sutil do que o uso da força propriamente dita.

Os sutis artifícios de perpetuação

Escola de filhos de imigrantes ilegais na  França: desigualdade tende a se reproduzir.
Para Bourdieu, a escola é um espaço de reprodução de estruturas sociais e de transferência de capitais de uma geração para outra. É nela que o legado econômico da família transforma-se em capital cultural. E este, segundo o sociólogo, está diretamente relacionado ao desempenho dos alunos na sala de aula. Eles tendem a ser julgados pela quantidade e pela qualidade do conhecimento que já trazem de casa, além de várias "heranças", como a postura corporal e a habilidade de falar em público. Os próprios estudantes mais pobres acabam encarando a trajetória dos bem-sucedidos como resultante de um esforço recompensado. Uma mostra dos mecanismos de perpetuação da desigualdade está no fato, facilmente verificável, de que a frustração com o fracasso escolar leva muitos alunos e suas famílias a investir menos esforços no aprendizado formal, desenhando um círculo que se auto-alimenta. Nos primeiros livros que escreveu, Bourdieu previa a possibilidade de superar essa situação se as escolas deixassem de supor a bagagem cultural que os alunos trazem de casa e partissem do zero. Mas, com o passar do tempo, o pessimismo foi crescendo na obra do sociólogo: a competição escolar passou a ser vista como incontornável.

Biografia

Pierre Bourdieu nasceu em 1930 no vilarejo de Denguin, no sudoeste da França. Fez os estudos básicos num internato em Pau, experiência que deixou nele profundas marcas negativas. Em 1951 ingressou na Faculdade de Letras, em Paris, e na Escola Normal Superior. Três anos depois, graduou-se em filosofia. Prestou serviço militar na Argélia (então colônia francesa), onde retomou a carreira acadêmica e escreveu o primeiro livro, sobre a sociedade cabila. De volta à França, assumiu a função de assistente do filósofo Raymond Aron (1905-1983) na Faculdade de Letras de Paris e, simultaneamente, filiou-se ao Centro Europeu de Sociologia, do qual veio a ser secretário-geral. Bourdieu publicou mais de 300 títulos, entre livros e artigos. Fundou as publicações Actes de la Recherche en Sciences Sociales e Liber. Em 1982, propôs a criação de uma "sociologia da sociologia" em sua aula inaugural no Collège de France, levando esse objetivo em frente nos anos seguintes. Quando morreu de câncer, em 2002, foi tema de longos perfis na imprensa européia. Um ano antes, um documentário sobre ele, Sociologia É um Esporte de Combate, havia sido um sucesso inesperado nos cinemas da França. Entre seus livros mais conhecidos estão A Distinção (1979), que trata dos julgamentos estéticos como distinção de classe, Sobre a Televisão (1996) e Contrafogos (1998), a respeito do discurso do chamado neoliberalismo.

A globalização e os descontentes
 
Bourdieu tornou-se ideólogo e símbolo dos protestos contra a globalização econômica e cultural, sobretudo depois do lançamento, em 1993, do livro A Miséria do Mundo. Ele assumiu um papel ativo de apoio à greve do servidores franceses, em 1995 e 1996, por julgar que ela representava um sinal de resistência do espírito público contra as privatizações. Desde então, posicionou-se fortemente contra a tendência política neoliberal e todas as outras que considerava aparentadas a ela, incluindo a linha de moderação adotada pelos partidos de esquerda que chegaram ao poder na Europa. Grupos movidos por insatisfação semelhante à de Bourdieu amplificaram seus protestos durante a reunião da Organização Mundial do Comércio em Seattle, nos Estados Unidos, em 1999, dando origem ao Fórum Social Mundial de Porto Alegre. Com suas críticas a uma ordem que considerava excludente, Bourdieu centrou fogo contra os meios de comunicação, que acusava de renderem-se à lógica do comércio e produzirem lixo cultural em larga escala.
Para pensar
Frequentemente fazemos, sem perceber, julgamentos severos com base em motivos nada consistentes ou, pior, preconceituosos. Na escola, é comum alunos serem discriminados por causa de sua aparência e seus hábitos. Você já observou como muitas vezes isso é uma manifestação de sentimentos de superioridade de alguns grupos sociais em relação a outros?
Quer saber mais?
A Reprodução: Elementos para uma Teoria do Sistema de Ensino, Jean-Claude Passeron e Pierre Bourdieu, 312 págs., Ed. Francisco Alves.
A Economia das Trocas Simbólicas, Pierre Bourdieu, org. Sergio Miceli, 424 págs., Ed. Perspectiva. reais
Bourdieu e a Educação, Maria Alice Nogueira e Cláudio M. Martins Nogueira, 152 págs., Ed. Autêntica.
Escritos de Educação, Pierre Bourdieu, org. Maria Alice Nogueira e Afrânio Catani, 256 págs., Ed. Vozes.
 


Lawrence Stenhouse, o defensor da pesquisa do dia a dia



Para o educador inglês, todo professor deveria atuar como um investigador para ser capaz de criar o próprio currículo

Revista Nova Escola - Especial Grandes Pensadores – Outubro 2008

Texto disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/historia/fundamentos/lawrence-stenhouse-428144.shtml?page=0#
Márcio Ferrari


       Lawrence Stenhouse

É impossível falar em professor-pesquisador sem citar o nome de Lawrence Stenhouse (1926-1982). A necessidade de utilizar a investigação como recurso didático já era discutida desde a década de 1930, mas foi esse inglês quem jogou luz sobre o tema, 30 anos mais tarde. "A técnica e os conhecimentos profissionais podem ser objeto de dúvida, isto é, de saber, e, conseqüentemente, de pesquisa", justificava. Assim, acreditava ele, todo educador tinha de assumir seu lado experimentador no cotidiano e transformar a sala de aula em laboratório. E, tal qual um artista, que trabalha com pincéis e tintas e escolhe texturas e cores, o profissional da educação deveria lançar mão de estratégias variadas até obter as melhores soluções para garantir a aprendizagem da turma. Em condições ideais, todos seriam capazes de criar o próprio currículo, adequado à realidade e às necessidades da garotada.
"Suas idéias, que têm mais de 40 anos, estão na pauta da educação atual", diz a professora Menga Lüdke, do Departamento de Educação da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro. De fato, os conceitos mais recentes sobre as competências para ensinar incluem a postura reflexiva, a capacidade de analisar a própria prática e a partir dessa análise efetuar ajustes e melhorias no trabalho de sala de aula.
Mas nem sempre foi assim. Muitas das propostas de Stenhouse foram desprezadas porque ele procurava resolver problemas - como o da autoridade do professor em sala de aula - com propostas educativas de efeitos de médio e longo prazo. E muita gente, dentro da própria escola, prefere soluções instantâneas.
A eficácia das teorias pôde ser comprovada enquanto ele ainda estudava o tema. No final dos anos 1960, trabalhando no Schools Council for Curriculum and Examinations (Conselho Escolar de Currículo e Avaliação), de Londres, ele criou e pôs em prática um currículo específico para atender jovens de classes populares - com excelentes resultados. Entre outras coisas, porque todos eram tratados com respeito, algo fundamental nas relações escolares para Stenhouse. "Os estudantes rendem mais quando são recebidos e acolhidos com consideração", dizia sempre. E isso, todo professor sabe, não é difícil. Basta estar aberto e ouvir a turma.

Sem medo de aprender

Lawrence Stenhouse dizia que todo professor deveria assumir o papel de aprendiz. Esse é um tema recorrente no pensamento educacional. Muitos dos atuais programas e materiais de educação continuada partem exatamente desta premissa: quem mais precisa aprender é aquele que ensina. Quando o professor está aberto para aprender continuamente, deixa de se comportar como dono do saber. "Creio que a maior parte do ensino que se oferece nas escolas e universidades estimula esse erro", afirmou o pensador na aula inaugural que proferiu na Universidade de East Anglia, na Inglaterra, em 1979, intitulada Research as a Basis for Teaching (A Pesquisa como Base para Ensinar). É por isso que muitas pessoas que passaram pela escola têm com o saber uma relação de pouca autonomia, entendendo-o como reafirmação da certeza autorizada. A elas foi negado o prazer de viver a aventura do conhecimento investigativo.
Stenhouse foi pioneiro em defender que o ensino mais eficaz é baseado em pesquisa e descoberta. Mais uma vez se pode identificar o pensamento desse notável pedagogo inglês em métodos muito atuais, como os projetos de trabalho. Para que eles funcionem, é preciso, como recomendava Stenhouse, que o professor deixe de colocar-se como autoridade cujo conhecimento não suporta contestação.

A autoridade em sala de aula

Na década de 1970, Stenhouse fundou, junto com um grupo de colegas, o Centre for Applied Research in Education, Care (Centro para Pesquisa Aplicada em Educação), dentro da Universidade de East Anglia. Seu objetivo principal era elaborar um modelo de ensino no qual todo professor fosse capaz de manter a autoridade, a liderança e a responsabilidade em sala de aula sem transmitir a mensagem de que só o saber lhe confere esse poder.
Ele propôs, mais uma vez, um modelo de ensino baseado na pesquisa. Até hoje o Care tem como foco a necessidade de desenvolver nos docentes da Educação Básica a consciência de que a investigação ajuda - e muito - no dia-a-dia. Essa é a versão inglesa do professor reflexivo, idéia cara a outros pensadores europeus.
As experiências desenvolvidas na Inglaterra provaram que é possível ser mais autônomo e, ao mesmo tempo, agir de forma coerente com os valores e princípios do projeto educacional. Para Stenhouse, a investigação no cotidiano escolar deveria envolver, além dos professores, também os estudantes e a própria comunidade. É o que passou a ser chamado de pesquisa-ação: classes que servem de laboratório, mas permanecem sob o comando de professores, não de pesquisadores.
Um projeto corajoso
A proposta do Humanities Project, do Schools Council for Curriculum and Examinations, era desenvolver um processo educativo que levasse em conta o indivíduo, sua relação com os demais na sociedade e os problemas decorrentes dessa interação. À frente do projeto, Stenhouse testou as hipóteses a que havia chegado, como parte de um processo de modernização pedagógica das escolas estatais. O objetivo era provar que garotos e garotas pobres, ao concluir o ensino obrigatório, eram capazes de alcançar um nível intelectual só atingido, até então, pela elite. Também teve como foco pesquisar o perfil do educador de países democráticos que, em sala de aula, enfrentava discussões sobre questões éticas e de valor. O plano envolveu estudantes que haviam acabado de concluir sua formação e durou de 1968 a 1970. Cerca de 150 professores de 36 escolas da Inglaterra e do País de Gales puseram as idéias em prática. Ao final, os jovens conseguiam, de fato, travar discussões de alta qualidade.

Biografia

Professores de escola inglesa: o docente  como aprendiz permanente
Filho de escoceses, Lawrence Stenhouse nasceu em Manchester, na Inglaterra, em 1926. Concluiu o mestrado em educação aos 30 anos. Foi docente da Educação Básica antes de iniciar carreira na universidade. Sua primeira experiência foi na Durham University. Depois se transferiu para o Jordanhill College of Education, em Glasgow, a capital da Escócia. Em 1966, foi convidado a assumir a direção do Humanities Project - um projeto de desenvolvimento curricular do Reino Unido. Nesse cargo, teve a oportunidade de transformar um conjunto de teorias em estratégias que educadores de qualquer nível de ensino podiam utilizar. Aproveitou para incorporar nesse projeto algumas de suas preocupações, como o direito do aluno ao saber, a conexão dos conteúdos escolares com o conhecimento de mundo e a importância do diálogo como método pedagógico. O projeto foi testado durante dois anos, até 1970. Em seguida, Stenhouse criou, com alguns colegas, o Centre for Applied Research in Education, na Universidade de East Anglia, na cidade britânica de Norwich. O objetivo do centro era compreender os problemas da prática docente, sem perder de vista a idéia do professor como pesquisador. Em 1975 escreveu An Introduction to Curriculum Research and Development (Uma introdução à pesquisa e ao desenvolvimento curricular), sua obra mais conhecida. Morreu sete anos mais tarde.

Stenhouse na escola: autonomia no currículo

Discussão em sala de aula: o consenso deve  ser o objetivo do professor
Stenhouse estimulou a pesquisa na Educação Básica, mas dizia que o professor também deveria se preocupar em desenvolver o próprio currículo escolar. Para ele, esse processo se daria por meio da reflexão de cada profissional sobre sua prática diária - um conceito, sem dúvida, atual. Muitos afirmam hoje que o docente não deve ser um mero transmissor de conteúdos previamente definidos, mas um sujeito que pensa e analisa criticamente seu ofício. "A investigação é o único meio de construir um pensamento independente e não mais reproduzir o discurso alheio", analisa a professora Menga Lüdke, da PUC do Rio. "Quem tem uma pesquisa competente como rotina fica mais autônomo e tem plenas condições de desenvolver um currículo próprio." Sem esquecer o alerta deixado por Stenhouse: na hora de definir o plano curricular, é preciso sempre trocar experiências com os colegas e os estudantes.

Para pensar

Lawrence Stenhouse defendia a figura do professor-pesquisador. Ele julgava necessário que o docente tivesse pleno domínio da prática pedagógica e acreditava na investigação como único caminho para isso. Portanto, a investigação em sala de aula deve ser voltada para a prática. Não é um trabalho acadêmico e puramente teórico. A expressão pesquisa-ação, criada por ele e divulgada por seus seguidores, quer dizer exatamente isso: pesquisa que se faz do fazer e para melhorar o fazer do professor ou de outros profissionais. Dentro dessa concepção, você se considera um pesquisador? O curso de formação de professores está preparando os profissionais de amanhã a praticar essa pesquisa-ação, expressão cara não só para Stenhouse, mas para todos que se dedicam ao aperfeiçoamento da prática pedagógica?

Quer saber mais?
Cartografias do Trabalho Docente - Professor(a)-Pesquisador(a), Corinta Maria G. Geraldi, 336 págs., Ed. Mercado das Letras.
O Professor e a Pesquisa, Menga Lüdke, 112 págs., Ed. Papirus.
Pedagogias do Século XX, vários autores, 160 págs., Ed. Artmed.
No site, http://research.uea.ac.uk/care, você tem acesso aos projetos desenvolvidos pelo Care (em inglês)